quarta-feira, 30 de junho de 2010

Warren Ellis e os piratas!



  
Ah, detesto postar notícia já meio velha, mas essa passou por mim. Ocupado pra cacete esses dias com facul e traduções.
De qualquer forma, o site Bleeding Cool anunciou no dia 29 desse mês, vulgo ontem, que a #2 do Captain Swing And The Electrical Pirates Of Cindery Island da Avatar tinh acabado de ser lançada! A Previsão é que chegue no E.U.A. hoje e Europa e Reino Unido na quinta-feira, dia 2 de julho.

Todos nós da QI, e especialmene o Hif, imagino, estamos ansiosos até não aguentar mais querendo ver a tão esperada #2. Porra, demorou pra caralho. A gente só perdoa porque é o Warren. Maldito.

Quase esqueci, vamos ver algumas imagens da bagaça abaixo, e caso algum de vocês retardados não tenha percebido aquela imagem lá em cima é a capa.








Robert Crumb - Blues

Créditos ao blog Scan Kharado, onde encontrei a obra.



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Link no hub SQ


A forma de entender e de se envolver com música diz muito sobre as próprias idéias de Robert Crumb a respeito dos costumes e hábitos da sociedade ocidental - aqui mais especificamente - a norte-americana.

O auto-exílio na França e a paixão pela música das décadas de 1920 e 30 refletem a própria inadequação do autor num mundo corrompido.

E é um pouco da visão de mundo de Crumb que perpassa as histórias reunidas em Blues (edição especial, capa dura, formato 21 x 27 cm, 104 páginas, R$ 45,00), selecionadas de todas as fases da carreira do autor. Histórias que oscilam sempre entre o humor e a seriedade.

Pessoas e problemas reais são a matéria-prima de histórias como A Maldição Vodu de Jelly Roll Morton e Patton, enquanto que a gentil gozação de Crumb pode ser vista em Quadrinhos Be-Bop Cubistas e As Velhas Canções São as Melhores. São verdadeiros retratos históricos, que cobrem um período de mais de 90 anos, feitos por um dos maiores cronistas do mundo moderno.

A edição conta com um prefácio da jornalista Rosane Pavan, posfácio do autor e um caderno colorido com capas e cartazes de Blues feitos pelo autor.

Sinopse do Universo HQ.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Walking Dead, a novela em quadrinhos

Antes de mais nada, acho que devo avisar:

É certo que esse post terá spoilers sobre a série The Walking Dead, da Image, então se você não leu ainda até a edição #35 e não quer estragar nenhuma surpresa, eu recomendo, eu peço, que só leiam esse post quando você acabarem essa edição.
Da mesma forma, só li até a edição #35 até o momento, então se algum fella duma rameira enviar um comentário com spoilers, eu vou fazer com você, passo-a-passo, o que a Micchone faz com o Governador na doentia edição #33. Colherzinha e tudo.
Estão avisados.



The Walking Dead é foda. Não tem outra palavra, é foda. E todo mundo com quem eu converso tem a mesma opinião. O que de certa forma me preocupa um pouco. Eu não sou fã de grandes sucessos ou grandes hits, meu senso de humor está longe de ser algo comum, vide o fato de que eu ri, e muito, quando Rick perdeu a mão. Haha, parece até que ele esqueceu onde pôs, não, quero dizer quando cortaram a mão dele.

Aliás, foi essa cena que me respondeu em parte a pergunta qe eu tinha. "Porque diabos essa série faz tanto sucesso? Porque é tão unânime o fato dessa série ser uma obra-prima? E mais, como Kirkman conseguiu isso com um série sobre zumbis?!"

Porra, primeiro que pra fazer sucesso com o tema "apocalipse zumbi", você logo de cara encontra um obstáculo, que é a concorrência. O tema já foi amplamente abordado e as pessoas já possuem seus ícones, logo de cara eu penso em George A. Romero, que é uma lenda e um especialista nos mortos-vivos.

Então comofas pra criar uma história de zumbis em que: a. Você não suma no meio da avalanche de outras obras do gênero?; b. Você não seja pego "colando" dos mestres na área pelos seus leitores?; e c. Você tenha história o suficiente para carregar seus leitores por edições e mais edições, crescendo seu contingente de fãs continuamente?

Uma das várias respostas eu li em Incognito, do Brubaer com Sean Phillips. "The secret ingredient is Pulp." Numa tradução muito, muito livre mesmo, e eu já estou vendo as críticas dos meus amigos tradutores chegarem, o segredo é novelizar.

Exatamente no sentido de criar uma novela. Em dois ângulos, primeiro pela serialização, ou capitulação. Tudo tem que transcorrer de forma a ser dividida em partes. Toda a história deve ser dada aos leitores à conta gotas para que eles sempre queiram mais. E segundo, nas relações entre as personagens. Essa segunda parte é um das mais importantes.

O desenvolvimento dos relacionamentos entre as personagens é um dos pontos-chave da série. Como Rick vê o Shane e como ele morre, como isso afeta o Carl e o julgamento da mãe, a gravidez indesejada e inesperada de Lori. As brigas do Rick com... porra, todas as outras personagens. Ele acaba por se irritar em certo ponto com todo mundo. E aí entra a questão, como que todos eles lidam e mudam com o fim do mundo como eles conhecem. Isso é muito importante para Kirkman e, imagino eu, seja uma das coisas que ele teve como objetivo nesse história. Quando ele pôe as personagens ao redor da fogueira do acampamento falando sobre a sua vida antiga e ele não economiza linhas quando se trata de alguém contar a história da sua vida. Dessa forma, nós podemos relacionar o que ele era, com o que ele é.

Outra grande atração, que aliás, nem digo que foi crédito do Kirkman, na verdade eu nem saberia apontar uma HQ específica que começou com isso, é o que eu chamo de cinematização nos quadrinhos.

Lá pelos anos 80 os quadrinhos começaram a ter aquelas pausas estratégicas para dar suspense. Acho eu que até por influência dos filmes de faroeste, eles tinham muito disso. São aquelas cenas em que parece que pára o mundo. 3, 4 quadros ineiros com a personagem paralisada, como se ela refletisse, como se o mundo estivesse imóvel. Em literatura a gente chama isso de stop-motion scene. A narração cessa qualquer descrição de ação e começa a focar nos arredores. As paredes, a rua, todos os detalhes. A cena parou, as pessoas pararam.

Kirkman faz muito isso. O que parece um contrasenso de início, pois o cara que não poupa palavras quando um cara vai dissertar sobre a biografia dele simplesmente corta a comunicação quando se trata de uma cena surpreendente. Quando o doutor Stevens vê o horror que o Governador faz com Rick, quando Lori se desespera pelos sumiços do marido, quando a filha do Tyreese tenta se matar com o namorado.



Talvez por isso, The Walking Dead mereça mais do que qualquer outra HQ o título de Graphic Novel. Pelo menos no Brasil, se traduzirmos ultra-literalmente, Novela Gráfica. É exatamente o que essa obra é. Engraçado isso, pois o único outro exemplo de algo assim na televisão brasileira que eu lembro é uma novela sobre mortos-vivos também, mas de um outro tipo. Vamp, de Antônio Calmon. Eu era muito novo e não lembro muito. Peguei uma das onze reprises que passaram n TV, em vários horários diferentes.

Eu cito Vamp por algumas cenas que me marcaram e eu nunca esqueci, mesmo tendo visto tão novo. Cenas que se comparam muito com as cenas de TWD. O garotinho nerd de óculos jogando xadrez com o vampiro interpretado por Ney Latorraca, que por acaso se chamava Vlad. Os dois ali decidiam a vida de seus vários peõs, de cada lado da guerra. Tudo isso é claro numa óbvia referência a The Seventh Seal de 1957 que faz um alegoria do homem procurando pelo sentido da vida. Um tema bem... controverso, talvez? Escroto? Cada um com a sua opinião. Mas o ponto é, o cavaleiro das cruzadas acaba jogando xadrez com a morte durante a sua busca. Adivinha quem era quem na novela.

Voltando ao assunto, Walking Dead possui todas essas característas que o fazem o melhor de vários mundos. As pausas de cena, as personagens intrigantes e aqueles momentos que fazem você querer discutir com os amigos o que será que vai acontecer depois. E você fica preso nas páginas querendo saber, o que vem agora? Que tipo de merda que o mundo vai jogar naquele grupo agora? Sim, talvez um pouco de sadismo por parte do leitor seja necessária. O mesmo sadismo que faz com que tanta gente se interesse por reality shows faz com que nós queiramos ver a vida desgraçada daquelas pessoas, e se for isso, kudos para Kirkman por ter criado uma obra com personagens tão vivos. Eles saltam das páginas e nos fazem pensar, como eu mudaria na mesma situação? O que eu faria na pele dele?

O que você faria?

domingo, 27 de junho de 2010

Akira, de Katsuhiro Otomo

Aproveitando a deixa do Maltese, eu vou espalhar aqui o post do Scan Kharado sobre o próprio.

Em algum momento mais tarde eu talvez fale sobre o filme em live action que estão fazendo sobre o mangá. A imagem aqui do lado é, se os boatos forem verdade, de uma das gravações que estão rolando.

Infelizmete, eu não aconselharia ninguém a se animar muito. Já foi avisado essa semana que a censura será pra 13 anos. Ou seja, é possível que só tenha palavrões leves.

Vai ser mais como um Speed Racer, bem infantil. Só que com a diferença que a versão original do Speed já era infantil, o que então faz sentido.



Sem mais delongas.


São 38 edições e mais um artbook. Aproveitem.


Link para a pasta no mediafire.
Pasta - Akira

Links para o hub SQ.




sábado, 26 de junho de 2010

Divagações

Eu andava pensando estes dias sobre literatura, adoro ler, tudo desde bula de remédio a Saramago, de rótulo de sucrilhos a folha de São Paulo. Talvez tenha pegado esta mania do meu pai, que lia dicionário e enciclopédia como quem lê jornal.
Leio de tudo, sempre li, adoro contos como os de Poe, amo o texto confuso do Saramago, acho a poesia do Vinicius FANTÁSTICA, Machado de Assis? hours concurs.

Quando eu digo o que gosto da literatura, ouço coisas como, "sim, este é ótimo" "Boa escolha", seguidos de meneios verticais da cabeça, mas quando digo que sou vidrado em quadrinhos(ainda chamo de quadrinhos), alguns me dizem, "a uma ótima leitura de matar tempo", outros maneiam a cabeça horizontalmente.

O que me fez pensar, os quadrinhos são menos literatura? Eu aprendi a ler com turma da Monica, tive minha adolescência recheada de super heróis, hoje leio outras comics. Mas, paro e penso, realmente, muitos dos quadrinhos são apenas forma de matar um tempo, com um entretenimento que é valido. Porém, será que nenhum deles pode ser considerado uma obra, no caso deste texto de literatura e não arte, pode?

Eu acho que pode, e tenho alguns exemplos.

Talvez o maior seja AKIRA, obra mestre do Katsuhiro Otomo. Mas porque usar um MANGÁ como exemplo? Talvez porque eu não goste de Mangás na verdade; tenho o maior respeito por eles, algo como o mangá que absorve milhares (milhões?) de leitores, que tem quase meio século de história consolidada, e que tem tamanha importância no mercado oriental.

Mas realmente não gosto, não sei se pela arte ou pelas histórias, cresci vendo cavaleiros do zodíaco e outros animes, mas nunca curti de verdade.

Mas dobro-me perante a AKIRA. Obra máxima de um grande autor, escrito em 1982, retratando um mundo pós- apocaliptico, onde fora deflagrada uma guerra atômica. Onde uma gangue de crianças drogadas se envolve em algo maior do que pode conceber.



Tenho certeza que Akira, é uma obra perene, ela será sempre referência de certeza, e por mais que alcancemos o ano de 2038(ano que se passa Akira), ela ainda será importante, assim como 1984 foi.

Robert Crumb - Kafka

Créditos ao blog Scan Kharado, onde encontrei a obra e ao Libru Lumen que postou originalmente.






"Uma biografia em um tom leve, divertido e diferente das convencionais, apesar de falar do escritor considerado um dos mais sombrios da era moderna. Assim é o livro Kafka de Crumb, com desenhos de Robert Crumb e texto de David Zane Mairowitz, que não chega a ser uma HQ (história em quadrinhos) nem um livro propriamente dito, mas flutua entre ambos deixando uma gostosa sensação no leitor.

O livro traz o resumo, análise e desenhos das principais obras de Kafka: O Veredito, A Metamorfose, A Toca, Na Colônia Penal, O Processo, O Castelo, Um Artista da Fome e Teatro da Natureza de Oklahoma (ou Amérika). É um ótima introdução para quem deseja conhecer mais sobre o escritor considerado por muitos o marco na escrita do século XX.

A pesquisa detalhada da vida de Kafka é o tempero especial aos fãs de seus escritos. Desde a sua infância no gueto judeu - um lugar sombrio e cheio de lendas iídiches - como um menino franzino mas inteligente, em uma era onde o ódio anti-semita era assimilado mesmo pelos judeus, até a posição de submissão de Kafka perante as figuras mais fortes, como o pai, o avô açougueiro e o patrão na repartição pública, tudo influenciou os seus escritos. Kafka anotava em seu diário as maneiras mais insólitas em que poderia morrer no gueto. Não falava em suicídio, mas de desaparecer aos poucos até sumir por completo, sem que dessem pela falta dele. A Metamorfose é um exemplo claro do que se passava na mente perturbada de Kafka. Ele se odiava por ser judeu, por nunca estar à altura das cobranças do pai, por ter uma doença que o obrigava a escrever. Kafka não considerava escrever como algo bom, mas como uma maldição."

Visitem o blog do Scan Kharado para ler o resto da sinopse e detalhes sobre a HQ.

Onde guardar a cultura



Todos guardam. A grande diferença está naqueles que sabem onde elas têm maior efeito.

Pra quem não conhece, você está vendo Tongo! Comics. Um link pra se guardar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quem pode dizer que comic não é arte?


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Hoje eu começo uma nova linha aqui na QI, comics artísticas e mudas, SIM MUDAS.

Esta aqui foi pela primeira vez publicada em 1929, no ano da recessão e do crash norte americano na bolsa. Ela não é uma comic qualquer, ela foi criada a partir de XILOGRAVURAS.

Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo.

Ou seja, ele entalha o desenho que ele quer numa peça de madeira e pinta ela com tinta preta e coloca um papel sobre ela.

O efeito que ela consegue pode ser vista na comic abaixo.

Por mais (ou menos) que não tenha palavras, ela é fantástica, uma historia linda, critica a respeito da sociedade nos EUA na época. Ela passa a mensagem com clareza.



Clique na capa para fazer o download direto, ou...

Link no hub SQ
Homem de Deus - Um Romance em Xilogravuras

Tradução: Maltese

Diagramação: Ichigo Hayate

Lançamento: Quadrinhos Inlgórios

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Calada da Noite: Lobisomem

Buenas galera, após uma semana conturbada na minha vida de gente grande (trabalho) volto com estilo e lançamento.

A SQ detem sobre sua alçada diversos grupos, como nós, entre eles temos um co-irmão, um grupo do qual eu ajudava a administrar e traduzia e revisava (o tempo passado é errado! hehe). O grupo tem uma temática por um lado muito próxima aos Quadrinhos Inglórios, do ponto de vista que busca comics fora do mainstream. Mas este grupo que falo é mais voltado a comics de terror/horror.

Com este tema, diversas HQs foram lançadas e outras estão saindo agora do forno.

Com isso apresento com orgulho, e avisando que esta será a primeira comic deste grupo públicada aqui no blog dentre muitas que virão (o grupo terá como local de lançamento este blog).

Prolíxia é uma merda, falei e não disse qual era o grupo.

Então apresento um lançamento direto do forno da Massacre Sangue & Quadrinhos
Calada da Noite – LOBISOMEM
Pelo selo MAX da Marvel




Clique na capa para fazer o download direto, ou...


Link no hub SQ
Calada da Noite: Lobisomem

Tradução: Sunset
Reisão: Schepens
Diagramação: Diou

Apreciem em uma noite fria, chuvosa, sob luz de velas e sozinhos em casa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nova capa de Incognito - Bad Influences #2


Meu conselho é que cliquem para ver maior. Novamente retirado do blog do Sean em pessoa.

Essa é a capa da segunda edição, "rough", como diz o Phillips. Um esboço, mal posso esperar pra ver a arte finaliada.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Robert Crumb - Gênesis

Créditos ao blog Scan Kharado, onde encontrei a obra.



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Robert Crumb, o papa do quadrinho underground adapta Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, para as HQs, num trabalho que demorou quatro anos para ser concluído e foi lançado em Outubro de 2009.

Gênesis, por Robert Crumb chega badaladíssimo ao mercado nacional. Não é pra menos. O autor que se tornou um ícone da contracultura dos anos 1960, o "pai" de Fritz e Mr. Natural, adaptando o primeiro livro da Bíblia para os quadrinhos? Vai ser algo bombástico.

Para ler o resto da sinopse do Universo HQ, com todos os prós e contras, siga o link.

Pessoalmente recomendo até quem não é religioso, ou algo assim. A história é antiga e o final a gente já sabe, mas o Robert Crumb, onde ele pôe o traço dele, vira ouro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Calafrio - Manual de Receitas



Eu queria ter um review de algum site importante pra postar aqui. Procurei e procurei, mas tudo que eu achei foram textos grandes e complicados, explicações densas, a maioria com spoilers. Todas em inglês, o que nem é tão problemático, qualquer um do grupo poderia traduzir, mas eu queria algo simples.

Talvez seja pedir demais quando se trata da Graphic Novel The Chill de Jason Starr e Mick Bertilorenzi. É uma história complicada, cheia de esquinas, voltas, reviravoltas e elementos surpresa. Por isso, eu resolvi escrver o meu próprio review. Sem complicações, sem spoilers.
Só os elementos que, em conjunto, formam essa obra.



Ingredientes:

2 tabletes de investigação policial (Polícia de New York ou FBI, o que preferir)
500 gramas de profecia druídica
4 colheres de sopa de sotaque irlandês
100 miligramas de misticismo
Conteúdo para maiores à gosto



Modo de Preparo:
Antes de mais nada prepare a forma, New York. Nela você despeja os tabletes de investigação, elas darão o sabor de trama policial, e junte com misticimo e você terá um grande mistério. Os 500 gramas de profecia podem vir agora e assim, depois de bater bem os três sai o suspense.
Adicione o sotaque irlandês, com ele vem a personagem principal. Levar ao forno por pouco menos que 200 páginas e pronto. Só vai sair direito se o forno tiver a opção PULP. A receita, infelizmente não dá certo sem ser bem quente. Rechear com o conteúdo para maiores.
Não é recomendado por na geladeira. Não vai esfriar.
É servir e comer numa leitura só.
O resultado deve ser algo assim:


Em breve, pela cozinha da QI.

domingo, 20 de junho de 2010

O Talismã - A Estrada das Provações #0

O Talismã: Estrada das Provações #0 é o primeiro de 6 edições de uma mini-série contando a história de Stephen King e Peter Straub, O Talismã. Está sendo adaptada pelo escritor Robin Furth (o mesmo da Série da Torre Negra da Marvel) e pelo artista Tony Shasteen (da força tarefa do Crimes Ocultos da Image). A edição #0 é, aparentemente uma história nunca contada antes, uma introdução para O Talismã. Essa edição se foca nas vidas duplas do pai de Jack, Philip Swayer. Philip vive no mundo que conhecemos com sua esposa, Lily, e seu filho, Jack, mas ele também vive em uma terra chamada de os Territórios, onde ele é conhecido como o Príncipe Philip. O coração dessa introdução é uma conspiração que ira deslanchar O Talismã.

Tradução: Aeris
Revisão: Jevoux
Diagramação: Hif

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sábado, 19 de junho de 2010

Sobre Saramago, nerds e a queima de livros

"Menos um ateu genial no mundo." Disse o cartunista Alan Sieber em seu blog ontem. E só esse pedaço desesperador de notícia me fez correr atrás de mais, até que fiquei sabendo, e confirmado por amigos mas bem informados: Saramago morrera.

Ontem, dia 18 de junho de 2010, o universo da palavra escrita, seja em que língua for, seja em que mídia for, literatura, quadrinhos, legendas ou bilhetes no guardanapo, ficou mais pobre. A causa parece foi falência múltipla de orgãos aos 87 anos, como eu li no Artilharia Cultural. E de acordo com o blog do Ebooks a notícia foi passada pela empresa EFE.

Saramago dizia que não tinha medo de morrer, tinha é pena de deixar o mundo. E nós, Saramago? E nós sem tua palavra?

Ai nós, que não ouviremos mais você falar sobre sobre a falsidade de nossas democracias. Pois não era só de literatura em que se mostrava mestre. Era um mestre nas idéias.

No blog do Luís Nassif há uma homenagem a Saramago com alguns vídeos e uma animação de um conto infantil que eu reproduzirei no fim do post, mas acomselho visitar o blog para ver os pedaços mais importantes, que são as críticas que ele deixou ao mundo como legado.

E não só esses mais vários outros blogs e sites diversos fizeram homenagens, passaram a notícia adiante e relembraram e citaram Saramago, como fazemos com um ente querido, quando nos juntamos para reavivar a memória de seus feitos extraordinários.

Até no Twitter deixam sua marca, com um documentário inédito sobre o escritor e sua esposa e mais acerca da notícia no portal G1.




O que me deixou estupefato foi o fato de que nenhum dos "blogs nerds" que eu sigo terem falado nada sobre o assunto. Quer dizer, pelo menos aqueles que levantam a bandeira e põem a palavra "nerd" no nome. Nerd isso, nerd aquilo. Mas nada de Saramago. Peraí, sério? Sem Saramago?

Parece que nerd agora é ver filme de ação com o maior número possível de efeitos especiais, comprar o gadget mais novo e inútil que exista e ouvir uma música escrota da mais recente banda escrota. Engraçado, eu gostava mais antigamente, quando o termo nerd era quase um xingamento e não uma bandeira para se levantar. Eu preferia na época em que ser nerd era ser um introspecto melhor amigo da leitura, era ver os filmes, não baseado em toda a hyppe ao redor deles, mas pela sua qualidade e ouvir músicas que só você gostava porque eram barulhentas ou antigas demais.

Não existe mais isso. Nem esse nerd da antiguidade nem nenhum outro tipo de nerd e nem o Saramago. Queimaram os nerds, os nerds queimaram os livros e a derradeira satisfação da igreja vai ser aparecer na cremação de Saramago para vê-lo queimar. A vitória do nosso nobel será que sua obra não pode ser queimada por completo.

Capa do livro de 1951.
E por falar em queimar, eu me estendo a uma tradução que estou fazendo, Fahrenheit 451. Sobre a censura, sobre o perigo dos livros e o perigo de pensar. Pra mim, uma história quase verídica, num mundo onde bombeiros queimam ao invés de apagar.

Quase verídica pois, tal qual o rádio-concha ou a televisão de parede, Ray Bradbury erra o nome, mas acerta na forma. Sua distopia também, errada apenas de como ia acontecer, porém acertada com todas as letras no fato de que iria.

Romances sem sal, resumos, informação à jato! Não é de se assustar que ninguém queira mais ler, nem os nerds! Não é de se assustar que não queiram mais pensar, "tempo livre, sim, mas e o tempo para pensar?" diz Faber.

Nossos nerds nos fazem o serviço de utilidade pública de nós abarrotar de tranqueiras da moda e nós entulhar com a cultura mais pop possível, repassando memes e outras besteiras de praticidade e riso instantâneo. Tudo que já foi, um dia, antônimo da classe. Tudo com o intuito de se incluir um pouco mais num mundo que, sinceramente, quero cada vez menos fazer parte.

Por isso queimamos os livros. Livros não têm nada a ver, ninguém mais, em sã conciência passaria um dia inteiro ou sequer algumas horas preso num quarto sozinho lendo! Só o conceito por sí é absurdo.


"Era um prazer queimar." - diz a Graphic Novel.

Então não temos tempo de ler, de pensar, de sermos nerds em paz, não temos tempo pra honrar o Saramago, que como o time de um homem só foi pra Copa do Nobel e trouxe sozinho o campeonato pra todos os países de língua portuguesa.

Eu quero que se dane. Descobri esses dias qual a parte que eu tenho nisso tudo. Eu vou gravar de memória, linha por linha de "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" começando hoje. As gerações futuras vão precisar de um pouco de humanidade.

Enfim, a animação em homenagem ao mestre.
Adeus.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Calvin e Haroldo

Pode até parecer que eu estou numa fase de tirinhas, postando Malfalda e Calvin por aqui. Mas na verdade é mais uma questão de sorte do que qualquer outra coisa.

Cultura, política e amizade, são temas difíceis de se abordar, especialmente com a ingenuidade do Calvin. Especialmente quando você fala sobre esses temas por mais de dez anos sem perder assunto nem o foco. Esse é o legado de Bill Watterson.

As três primeiras foram enconradas no Depósito do Calvin.
O Mundo é Mágico foi encontrado no KomicsBr, com créditos ao Rapdura Açucarada.
Parabéns a todos os envolvidos.



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Ah, e caso alguém queira ler em inglês mesmo, o Google Books disponibilizou algums páginas de Sunday Pages, com um longo texto sobre o Calvin e Haroldo e várias tirinhas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Preacher & Cash: I see Darkness

Galera, hoje rodando pela internet a procura de uma comic me deparei com esta video. Ele é ilustrado com imagens da grande comic do Ennis com música do mestre Johnny Cash.
Pra quem não conheçe(me pergunto como é possível?) Preacher é um dos melhores trabalhos do Garth Ennis, A comic foi projetada para durar por 66 Episódios com mais 6 especiais, entenderam? Ela conta a história de uma jornada, trilhada por três persongens, um vampiro alcoolatra, um ex-pastor, e um ex-atual-sei lá namorada, os três buscando Deus, para que? Para mata-lo.
E a música trata sobre uma amizade, com letra fantástica como era de se esperar vindo do Cash.
Confiram é bom muito bom.
A para aqueles que queiram baixar a comic recomendo o ótimo site do Eudes, e não é o rapadura.
Abraços.

Constantine. John Constantine, asshole.

  


Essa porra mermo.
Em breve.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mafalda, de Quino

Eu relutei um pouco em fazer esse post. Mas as várias razões de não fazê-lo foram vencidas por uma única razão para fazer. Quino não tem idade. E Mafalda, sua principal personagem, também não. Acredito que ela seja uma menininha atarracada mais pela irônia da situação do que por qualquer outra coisa pois, seja lá quem leia o roteiro da revista, sem os quadrinhos como guia, poderia dar 20, 30 anos a ela.

Não tem HQ mais adulta do que Mafalda e apesar de ter lido extensivamente a obra na juventude, e dado boas risadas, foi só anos depois que eu entendi o sarcasmo ríspido, o tapa na cara que Joaqín Salvador Lavado dá nos seus compatriotas argentinos. Sua voz, expressa pela jovem Mafalda, relata os problemas de uma sociedade cheia de falhas, de esquisitices, de erros mesmo, que vistos pela ótica de uma criança deveriam ser ampliados, mas não, são reduzidos, são explicados com uma sutileza única e uma simplicidade invejável.

Isso já foi dito várias vezes, mas é verdade, Quino é universal. Você pode ler na Argentina, no Brasil ou (e talvez principalmente) nos Estados Unidos, as críticas seriam as mesmas, pois a obra retrata a sujeira embaixo da unha da alma do ser humano, e o ser humano é um cínico aqui ou acolá.






Agora vamos às desculpas. As Hqs não têm creditos. Na verdade a "Mafalda Inédita" possui um bannerzinho de oateneu.blogspot, mas eu fui checar e o site está vazio, não tem absolutamente nada há muito tempo. A "Mundo de Mafalda" nem banner tem, mas eu achei duas páginas que estão com erro. Talvez tenha mais, não fui eu quem escaneou, me desculpem por isso, em compensação, tem 500 outras páginas com mais de mil tirinhas nelas pra ler, deve bastar por algumas horas de entreterimento.
Agora, eu achei ambas as HQs no site O Fator HQ. Eu sinceramente não entendi bem o site. Parece estar parado, o último post data de 22 de maio. Uma pena. Mas passem lá e prestigiem, comentem se possível e quem sabe assim eles não voltam.

Àqueles que gostam de sinopses, lá vai uma breve introdução, retirada do próprio site onde achei as revistas:


"A trajetória de Mafalda abrange o período compreendido entre os anos 1964 e 1973, em três publicações: “Primera Plana”, “El Mundo” e “Siete Dias Ilustrados”. Bem antes da despedida oficial da tira, em junho de 1973, Quino — e ninguém mais do que ele — percebeu que eslava esgotado e não poderia insistir sem se repetir.


Ao contrário de outros colegas seus — como Schullz, criador de “Peanuts” —, que fizeram as tiras sobreviverem apoiando-se num grupo de roteiristas e desenhistas, Quino sempre resistiu a perder o contato pessoal com sua criação. Nunca aceitou adotar essa modalidade de trabalho, por considerá-la inadequada a seu estilo, e também nunca utilizou um mecanismo particular de trabalho. Antes que alguém o percebesse, Quino soube que Mafalda havia cumprido sua missão.

Os dez livros editados sobre Mafalda não contêm todas as peripécias da personagem que Umberto Eco definiu como “uma heroina irascível que rejeita o mundo como ele é… reivindicando seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais”.

As tiras que integram este Mafalda inédito — em grande parte editadas nas publicações mencionadas — foram, em muitos casos, deliberadamente omitidas dos livros anteriores. A decisão de levá-las a público através de uma nova edição significa não apenas uma homenagem à verdade histórica de Mafalda — prestes a completar seus vinte e cinco anos* — como também um apelo à reflexão sobre quase uma década da história local e mundial.

O volume inclui as 48 tiras publicadas na revista “Primera Plana”, que nunca foram recompiladas. Além disso, contém as origens da afã de contestar o mundo, mas, antes, da necessidade mais prosaica de promover um determinado produto.

A não ser por razões de força maior, como o desaparecimento de alguns originais, os critérios utilizados para descartar as tiras aqui reproduzidas foram principalmente três. Em primeiro lugar, prevaleceu a opinião do autor, que eliminou algumas por achá-las simplesmente “ruins”, e portanto sem méritos suficientes para serem incluídas nos volumes anteriores. Outras foram eliminadas por se considerar que se referiam a situações de vigência temporária (por exemplo, as chamadas para a participação na vacinação contra poliomielite).

Finalmente, e aqui se impuseram critérios de natureza política, também não foram incluídas as tiras que faziam alusão, com a inevitável dissimulação do momento, às limitações do governo do doulor lllia. O próprio Quino explica que “tanto pela nossa ignorância das regras do jogo democrático como pela própria precariedade destas democracias, nós nos convertemos, sem querer, nos melhores aliados do inimigo”."



E chega de enrolar, vamos às obras.




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Parte 1

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Parte 2



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Mafalda Inédita

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terça-feira, 15 de junho de 2010

A volta

Depois de uma semana sumido, eu voltei com um teaser pois não to achando o arquivo no meu HD, hehehe. Mas já já acho.

A comic foi lançada a tempos pela SQ. Com tradução do Sunset, Revisão Minha, e Diagramação do big boss Knight Rider.



1816 foi chamado de "O Ano Sem Verão".
Em uma estranha escuridão daquele inverno vulcânico de julho, Mary Wollenstonecraft Godwin começou a escrever FRANKENSTEIN nas margens do Lago Geneva na Suíça. Mas não foi naquele lugar onde FRANKENSTEIN começou.

Alguns meses antes, à caminho da Suíça vinda da Alemanha, Mary, seu futuro marido Percy Shelley, e sua meio-irmã Clair Clairmont se aproximaram de um estranho castelo. Alguns dizem que eles passaram por ele. Alguns dizem que eles foram até lá a noite e nada viram.

O castelo de Frankenstein, uns cem anos antes, foi a casa de Johann Conrad Dippel - um teólogo, escritor, e o mais notório alquimista da região. Seus experimentos incluem a invenção independente da nitroglicerina, e a destilação do elixir da vida... e a transferência de uma alma viva para uma terrível junção de partes humanas.

Mary entra no castelo sozinha. Então apenas Mary encontra a torre de Dippel: o local em que ele trabalhou, o local onde ele nasceu, o local onde ele escreveu suas cartas frankensteinensis - nascido em frankenstein. E ela encontrou algo assombrando a torre.

Este estranho espectro guia Mary através do passado e do futuro - uma história de alquimia e a estranha história de Johann Dippel, e os eventos que trariam à própria vida de Mary, um canto de morte e sofrimento.





Logo logo lanço ela aqui.